sábado, 18 de julho de 2009

Governador eleva carga tributária, mas suas metas não serão cumpridas

Governador eleva carga tributária, mas suas metas não serão cumpridas

Em média, cada cidadão paulista paga, por ano, R$ 2.268 em tributos e esse valor aumenta ano a ano, nas seguidas gestões tucanas no Estado de São Paulo. Em seis anos, o crescimento da carga tributária per capita cresceu mais de 30%. Este foi um dos indicadores do estudo apresentado pela Bancada do PT na Assembleia Legislativa, em coletiva à imprensa, nesta quarta-feira (17/6).

“Um dos fatores para o recorde de excesso de arrecadação do Estado, de 13% em 2008, e aumento da carga tributária é política de substituição tributária para frente que o governo Serra impõe às empresas paulistas. É uma política que arrocha os micros e pequenos”, destacou o líder da Bancada petista, deputado Rui Falcão.

Neste mesmo sentindo, o deputado Adriano Diogo enfatizou que “a substituição tributária onera quem produz, onera o comerciante e onera o consumidor”.

Números indicam: Serra não conseguirá cumprir metas prometidas até 2011 - O estudo da Bancada petista também mostra que 64% das metas estabelecidas no Plano Plurianual 2008/2011 (PPA), para a execução de programas e ações do governo Serra, não foram cumpridas.

O estudo leva em conta o executado em 2008 mais o que prevê o Orçamento em vigor de 2009 e as metas da Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2010. A soma destes três anos deveria cumprir, ao menos, 75% do previsto para ser realizado até o final de 2011. No entanto, das 1.192 ações previstas no PPA, 761 não atingem os 75%. “Isto demonstra que dificilmente o governador Serra irá cumprir seu programa de governo”, destacou o deputado Rui Falcão.

Mesmo ações que o governador faz grande propaganda, como obras do Metrô (linha 4) e expansão do ensino público tecnológico apresentam baixa execução: 62,5 % e 55%, respectivamente.

A terceira etapa do programa Saneamento do Rio Tietê, para coletar e tratar esgoto, até o momento, não teve nenhum andamento, apresentando zero de execução. Também dos 23 piscinões previstos, apenas oito foram construídos.

Na área da Saúde, foi cumprida apenas 59% da meta de atendimentos médico e hospitalar e 53% do compromisso na fabricação e distribuição de medicamentos. Das obras previstas para o Hospital das Clínicas de São Paulo, o governo realizou só 23%. Na Habitação, o programa de urbanização de favelas, por exemplo, terá que realizar, em 2011, 62% do prometido.

Deputados criticam inércia de Serra frente à crise econômica - Para os deputados do PT, o governador Serra tem uma política em sentido oposto a praticada pelo governo Federal. “Enquanto o governo Lula baixa tributos, como são os exemplos do IPI para os carros, eletrodomésticos da linha branca e materiais de construção, que incentiva a produção e o consumo, o governador, aqui em São Paulo, acaba com o varejo, na medida que a aplicação da substituição tributária para frente impede descontos e até as tradicionais liquidações”, explica Falcão.

Adriano Diogo questionou: “qual é a contribuição do governador Serra para a atividade produtiva?”.

Informações: site da Bancada do PT na Alesp
Sexta-feira, 19 de junho de 2009

Com inveja de Lula, Serra recebe prêmio internacional fajuto

Com inveja de Lula, Serra recebe prêmio internacional fajuto

Em contraponto ao prêmio que a Unesco, via júri formado por Esquivel (prêmio Nobel), Kissinger (ex-secretário de Estado dos EUA), entre outros - entregou a Lula, no último dia 8, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), anunciou que receberia um prêmio da Organização Mundial da Família (WFO, da sigla em inglês), em Genebra, na Suíça, por seu trabalho a frente do Ministério da Saúde.

Acontece que o prêmio recebido por Lula é uma das maiores honrarias oferecidas pela ONU, tendo sido ele o primeiro brasileiro a recebê-lo. Nem sempre o prêmio é entregue, pois depende de haver uma personalidade ou instituição com destaque suficiente para justificá-lo. O Prêmio pela paz Félix Houphouët-Boigny, recebido por Lula, foi criado em 1990 pela Unesco, e é de 122 mil euros, tendo sido concedido pela primeira vez a Nelson Mandela (África do Sul).

Já o prêmio propalado por Serra, segundo revelaram vários blogs de destaque não passaria de uma armação de uma ong tucana envolvida em suspeitas. A própria Assessoria de Comunicação do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) emitiu nota de esclarecimento afirmando que a World Family Organization (WFO) não é uma entidade da ONU. “As ONGs associadas ao Ecosoc e afiliadas ao DPI não representam a ONU nem podem, em qualquer hipótese, falar em nome da Organização”, diz o comunicado da ONU.

O Eduardo Guimarães, do cidadania.com, foi o primeiro a farejar que havia algo estranho no prêmio, ao verificar que a WFO não tinha verbete na Wikipédia e quase não havia referências à organização na internet. Luis Nassif (luisnassif.com.br) descobriu que o currículo de Deisi Noeli Weber Kustra, que preside a ong responsável pela indicação de José Serra, estava mais para ficha policial. A curitibana tem problemas com a Justiça em Curitiba e Aracaju por usar o nome da ONU para obtenção de recursos de governos.

Outro “equívoco” da divulgação de Serra no twitter, foi que a solenidade não ocorreu no plenário do Conselho Geral da ONU, mas numa sala emprestada.
Quinta-feira, 16 de julho de 2009